quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Rodoviários anunciam greve durante o Carnaval de São Luís.

Rodoviários devem parar durante o carnaval em São Luís
  ( Foto Gilson Teixeira )
Após comunicado feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte Público de São Luís (SET) de que o pagamento dos trabalhadores será efetuado somente na próxima quarta-feira (10), o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão anunciou que toda a categoria irá cruzar os braços durante o período carnavalesco.
De acordo com o Isaias Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Rodoviários, o SET já foi avisado da decisão e a categoria aguarda que o pagamento seja feito até às 18h desta sexta-feira (05). Caso isso não ocorra, a partir de sábado a população fica sem ônibus em São Luís.
“Já informamos nosso posicionamento ao SET. As empresas não podem causar esse tipo de transtorno aos seus colaboradores. Não vamos mudar nossa postura. Isso é um desrespeito a classe. Os empresários têm sempre essa conduta toda vez que se aproxima a data-base, período que é negociado o reajuste salarial da categoria. Estamos cansados desse tipo de situação. Se o dinheiro não cair na conta dos trabalhadores até essa sexta-feira (5), toda a categoria irá cruzar os braços, durante o período carnavalesco, isso significa que não haverá ônibus circulando em São Luís”, informou o presidente.
Segundo o oficio enviado pelo SET ao Sindicato dos Rodoviários, a falta de recursos foi o motivo para que o pagamento seja realizado depois do carnaval.
Com o novo embate entre empresários e a classe, mais uma vez, quem deverá sofrer é a população que corre o risco de ficar sem transporte coletivo em pleno período carnavalesco.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Conheça os 102 Novos Ônibus "Marcopolo Torino" que rodarão em Anápolis-GO.

Veículos serão utilizados no sistema de transporte urbano da cidade.














Consórcio UrbAN - MOBILIDADE URBANA DE ANÁPOLIS, operador do sistema de transporte urbano, adquiriu 102 ônibus da Marcopolo. 

Os veículos, do modelo Torino, serão incorporados às frotas das empresas São José do Tocantins e VIACAP e utizados na cidade de Anápolis, em Goiás.
O UrbAN fechou acordo com a prefeitura de Anápolis para operar o transporte coletivo da cidade pelos próximos 15 anos, podendo ser renovado por mais 15 anos. As primeiras 58 unidades começaram a operar no final de novembro. O modelo Torino é ideal para o transporte urbano e proporciona conforto e segurança para os passageiros. 

As 102 unidades fornecidas têm três diferentes configurações, com capacidade para 79 passageiros (38 sentados) e 80 passageiros (39 sentados), poltronas de encosto alto, portas eletropneumáticas e sistema multiplex. Desses, 65 ônibus possuem elevador semi-automático, 19 são equipados com elevador semi-automático e sistema de ar-condicionado, e os 18 restantes possuem sistema de ar-condicionado.
Com 30 anos de história e mais de 100 mil unidades produzidas, o Torino é o modelo urbano mais bem-sucedido em toda a história da indústria brasileira do ônibus. Foi concebido para oferecer conforto e segurança para os passageiros, menor custo operacional e de manutenção para o operador, além de mais ergonomia e praticidade para motorista e cobrador. 
Veículos serão utilizados no sistema de transporte urbano da cidade.

O Torino apresenta visual moderno e tecnologia aplicada a favor da funcionalidade, com sistema multiplex redesenhado e painel de instrumentos com tela colorida de LCD de 3,5 polegadas. Também conta com iluminação interna em LEDs, novos conjuntos ópticos frontal e traseiro que incluem luz diurna, que agrega mais segurança no trânsito urbano.
O veículo oferece mais conforto, com maior largura interna e amplo espaço para circulação dos passageiros e nova decoração. As poltronas são ergonômicas urbanas estofadas com encosto alto. Outra inovação é o sistema de campainha com acionamento de chamada de parada por botão (sem fio). O modelo dispõe ainda de poltronas preferenciais para idosos, gestantes e/ou deficientes, elevador semiautomático e espaço dedicado para cadeirantes. 
Crédito das imagens: Gelson Mello do Costa.

SERÁ QUE APÓS A REALIZAÇÃO DA LICITAÇÃO PUBLICA DE SÃO LUIS, RECEBEREMOS UMA FROTA DE ONIBUS NOVA E COMPARÁVEL A ESTA?

O Direito à Acessibilidade, uma Responsabilidade de Todos Nós!



Ontem no final da manhã a Vereadora Rose Sales, esteve em audiência com o Promotor da Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Dr. Ronald Pereira, pleiteando à abertura de Inquérito Cívil para que a Prefeitura Municipal de São Luís garanta o direito de ir e vir com segurança e conforto aos Passageiros, Usuários, do Sistema de Transporte Público, com especial destaque, para as pessoas com Deficiência e com Mobilidade Reduzida.



DOS PEDIDOS

I - Objetivando a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta para obrigar a Prefeitura Municipal de São Luís a cumprir o que determina o Estatuto do Pedestre de São Luís;

II - Que seja cumprido o Decreto de instituição do Comitê Gestor da Agenda Social de Acessibilidade;

III - Que a Prefeitura Municipal de São Luís e a SMTT apresentem o PLANO DE METAS E O CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES DOS ABRIGOS DE ÔNIBUS DA CIDADE;

IV- Esclarecimento do contrato milionário com empresa de São Paulo para elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana.


Na representação que foi dado entrada, sendo que na oportunidade, foi enfatizado o pedido de providências ao absurdo, caracterizado como humilhação e constrangimento, sofrido por Maria de Jesus, do Fórum da Pessoa com Deficiência, ao tentar usar elevador de um coletivo. 

Isso só mostra o descaso da Prefeitura que não cumpre no Município o Direito à Acessibilidade, e que tentou acabar com a existência de elevadores para cadeirantes nos ônibus e com Direito à Gratuidade das pessoas com deficiência, quando da tramitação do Projeto de Lei N° 074/2014, que objetivava criar os mecanismos legais para a Licitação dos Transportes.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Prefeitura de São Luís se junta à WPR contra população: 7 Mentiras sobre o Porto no Cajueiro.


Prefeitura de São Luís, a exemplo dos governos estadual e federal, baseia-se deliberadamente em informações não comprovadas para dizer sim ao Porto e à morte da comunidade de Cajueiro.
A edição do Jornal Pequeno desta sexta-feira, 29 de janeiro de 2015, traz publicada uma Ata controversa sobre reunião em que, a portas fechadas no gabinete da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) representantes da Prefeitura de São Luís tiveram para tratar com representantes da WPR/WTorres sobre a liberação do alvará para dar sequência à construção do Porto no local onde está assentada a comunidade do Cajueiro.
A Ata publicada na imprensa, um primor de contradições, serve para exprimir uma gestão antidemocrática e suspeita à frente do município, além de revelar o que o Governo do Estado se nega a responder: em sendo verdadeiras as afirmações feitas pelos ditos representantes da empresa durante esse encontro em que os principais interessados no tema (os moradores do Cajueiro) não foram convidados a participar e muito menos a opinar, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) concedeu a Licença Prévia do Porto, mesmo contra tudo o que se aponta contra ele, inclusive nos próprios relatórios emitidos pela empresa sobre os graves impactos socioambientais em São Luís, e contra a declaração do governador, que no início do ano passado anunciou ter suspendido a concessão de terras à empresa feita pelo seu antecessor, Arnaldo Melo, do grupo Sarney (aqui cabe uma pergunta: por que a empresa precisaria de doação das terras que hoje alega ser proprietária? já não eram suas?) e da Licença Previa concedida pela Sema durante o governo Roseana Sarney (a suspensão foi anunciada pelo atual secretário durante reunião com a comunidade, no início do governo).
Foto - Redes de Pesca dos Pescadores do Cajueiro.
Sobre essa licença, o governo se dignou a anunciar sua suspensão (enquanto a comunidade exigia revogação total e imediata), mas não anunciou até hoje, embora cobrado, essa nova concessão. O que resultou desses estudos para fazer com que o atual governo mudasse de posição? Os impactos permanecem, o desaparecimento da comunidade do Cajueiro também, tudo como dantes, mudando apenas a posição do governo sobre o empreendimento. Daí que perguntar o porquê de agora se apoiar esse ataque ao meio ambiente e às comunidades da cidade não ser apenas um questionamento legítimo, como também se exige respostas contundentes, até agora não apresentadas pelas autoridades, que baixam a cabeça ante o poder do dinheiro.
Voltando à reunião da prefeitura e ao documento mal elaborado e divulgado dias depois, além do secretário de Urbanismo, estiveram representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente (Semam), Trânsito e Transportes (SMTT), Obras e Serviços Públicos (Semosp), e o Incid (Instituto das Cidades). 
A ata leva a crer que o resultado da reunião, com a liberação do alvará, já era algo dado como certo desde o início do encontro, com agentes públicos respondendo pela empresa e saudando suas ações sobre o que consideram mitigação dos impactos, ainda que as contradições constem no próprio documento. Vejamos algumas delas:

1ª MENTIRA: A ATA DÁ O PORTO DA WPR COMO UMA REALIDADE, CITANDO INCLUSIVE SUA LOCALIZAÇÃO EM ENDEREÇO INEXISTENTE.
Em vez de construção do porto, o documento fala em “ampliação”, como se esse já existisse no Cajueiro e estivesse localizado na Praia de Parnauaçu. Fala ainda na implantação de “quatro NOVOS píeres”, como se lá já existisse algum.
Uma ida à Praia de Parnauaçu serviria para constatar que, felizmente, isso não passa de uma mentira grotesca, podendo-se ainda ter uma vista maravilhosa do local, já que lá não há nenhum porto como o citado na Ata.
Para se chegar a Parnauaçu, basta tomar o ônibus que faz linha para o Cajueiro, no Terminal da Praia Grande, centro de São Luís.

2ª MENTIRA: INCREMENTO DA ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS
São deixados de lado na propaganda que afirma a geração de tributos os fortes incentivos fiscais que desde a década de 1970 atraem para a Ilha de São Luís empreendimentos que até hoje não se mostraram eficientes na contribuição da melhora de vida da população, como citado pelo próprio Estudo de Impactos Ambientais apresentado pela WPR.
O Governo do Estado tem um programa que concede redução de ICMS a novas instalações industriais e agroindustriais no Estado (entre 75% e 95%). O Programa Maranhão Mais Empresas é a versão do governo Dino para o Programa Pró-Maranhão, de Roseana Sarney, que concedia benefícios semelhantes a esses empreendimentos. Durante a campanha, o atual governador prometeu não apenas manter o programa, como ampliá-lo. 
Esse programa desobriga as empresas de recolherem grande parte de seus impostos (especialmente ICMS), necessários para manter os serviços públicos e dar-lhes qualidade. Funciona como se tirasse de quem tem menos (a população que necessita desses serviços) para dar para quem tem mais (grandes conglomerados empresariais milionários livres de impostos), para quem chega detonando comunidades e meio ambiente e é livre de ser taxado. 
A WPR abriria mão de fazer uso de programa que lhe seja tão benevolente? É certo que pode até ocorrer incremento com de arrecadação da atividade portuária, mas não no nível em que é alardeado pela empresa, ainda mais com programas tão dóceis como esses.
Uma reflexão que parece ser evitada o tempo todo pelo empreendimento e seus defensores é: justifica a construção um porto que já começa com uma história marcada por um acirramento tão grande com maranhenses dignos? O que se põe na balança, ao final, é prejudicial ou favorável ao Maranhão? Se favorável, por que é tão difícil apontar esses benefícios? Por que não se discute abertamente essa questão???

3ª MENTIRA: GERAÇÃO DE QUATRO MIL EMPREGOS DIRETOS
Tal como na questão tributária, essa declaração de geração de empregos soa como mera especulação, dado que não apresenta, ou pelo menos a ata não registra, detalhamentos disso. Aliás, limita-se a dizer que os maranhenses não ficarão com os cargos de direção, para os quais seriam trazidas pessoas “de outras localidades”. Além disso, é mais uma peça de propaganda, tal como se viu no anúncio do porto feito dias atrás na reunião junto ao secretário de portos do governo federal, quando anunciou que geraria cinco mil empregos (nem entre os defensores do empreendimento essa informação ‘bate’).
Além disso, uma conversa de gabinete que reafirma a propaganda da geração de emprego não diz a qualidade desse emprego. Para a fase de implantação do porto, por exemplo, está prevista, no Estudo de Impacto produzido para a WPR, a criação de 820 vagas, sendo que 750 são para nível operacional cuja exigência escolar é de Nível Fundamental. 
Após a construção do porto, esses trabalhadores, subcontratados (terceirizados) e temporários, estarão no olho da rua, como atesta o próprio Estudo da WPR. A peça esclarece ainda que, após essa fase, a desmobilização da mão-de-obra acarretará a perda de rendimento das pessoas envolvidas com as obras. Já quando estiver operando, a empresa apenas diz que serão gerados empregos diretos e indiretos, mas não quantos. Daí que não se tem clareza sobre esses números apresentados nas casas dos milhares, aceitos pelas autoridades estaduais, municipais e federais.

4ª MENTIRA: PORTO NÃO GERARÁ GRANDE IMPACTO NA MALHA VIÁRIA POR SE UTILIZAR DO SISTEMA FERROVIÁRIO
Primeiro o documento registra que não haverá grande impacto à malha viária. Mais à frente, é dito que a empresa (ainda) apresentará projetos de redução de impactos sobre a malha viária, demonstrando clara contradição, e mesmo assim, não é registrada grande contestação a isso.
O próprio Estudo de Impacto elaborado para a empresa diz que a demanda por serviços públicos, entre estes o de transporte, advinda da promessa de emprego, gerará sobrecarga ao já combalido sistema, afetando a qualidade de vida da população.
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5ª MENTIRA: NEGOCIAÇÃO COM MORADORES QUE SERÃO EXPULSOS ESTÁ PRATICAMENTE CONCLUÍDA
O que vimos dia após dia é a comunidade dizer justamente o contrário. Casas derrubadas à revelia dos moradores. Pressão para que estes vendam suas moradias, como já denunciado várias vezes à Promotoria Agrária do Ministério Público, cerceamento da atividade dos pescadores. Tudo isso desmente essa versão apresentada pela empresa e aceita com facilidade pelas autoridades.
Além disso, as próprias ditas negociações para indenização de moradores atestadas pela empresa, feita de maneira individual, nada mais são que a prova de que se, ao final dessa luta, a resistência com a qual tem se movido bravamente a Comunidade do Cajueiro sucumbir, ela terá desaparecido por completo. Ninguém fala em reassentamento da comunidade, mas em indenização parca e individual, que contribui para desintegrar por completo toda a comunidade. O Cajueiro simplesmente deixaria de existir, e, com ele, parte importante da História da Cidade de São Luís:
cajueiro 1
Se a WPR/WTorre tiver sucesso em seus intentos com o extermínio e pulverização do Cajueiro, com seus comunitários sendo removidos cada um Deus-sabe-pra-onde, o processo de morte de comunidades terá, ao fim disso, dado mais um passo, entre os muitos que tem dado desde que, violentamente, desde os anos 1970, várias delas têm sido destruídas pelo poder público para dar lugar a empreendimentos semelhantes sem que isso representante qualquer ganho para o povo do Maranhão, muito pelo contrário.
Resta saber se é esse o tipo de enredo triste que se quer continuar no Estado. Resta saber se a população vai continuar permitindo que a História seja contada dessa forma, ou se vai resistir e ousar pressionar para fazer diferente.

6ª MENTIRA: O PORTO NÃO TRARÁ GRANDES IMPACTOS AMBIENTAIS
O mais assustador no tocante a esse tema na Ata publicada na última sexta-feira é o nível de comprometimento de quem deveria fiscalizar esse processo. O representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente chega a falar pela empresa, dizendo-se satisfeito com a “redução de impacto sócio-ambiental feita pela realocação prévia dos moradores”. Isso nada mais significa que concordar com a morte da comunidade do Cajueiro, boa parte dela forçada a se retirar da área mediante um processo de assédio para que aceitasse a remoção.
Aos que resistem em não abrir mão de sua história e de seu lugar, fica a violência representada, por exemplo, pelos jagunços que desde o início a WPR/WTorre colocou na área. Não pode ser esquecida a forma como essa empresa chegou no Maranhão, com esse tipo de violência. Nada mudou em seu trajeto para que agora o poder público se junte a ela e assim passe a considerá-la parceira do desenvolvimento do Estado, justamente aqueles a quem foram feitas denúncias desse tipo de atuação.
As ações judiciais que questionam esse processo excludente são simplesmente desconsideradas por aqueles que são obrigados por lei, no exercício de suas funções, a zelar pelo bem da comunidade.
Também são desconsiderados os fortes impactos descritos nos Estudos obrigatoriamente apresentados pelo empreendimento, tais como:
– alteração da qualidade da água, através do vazamento ou do resto de óleo e outras substâncias, podendo contaminar a água do mar; aumento dos níveis de ruídos; aumento da emissão de poeiras; contaminação dos recursos hídricos e do solo; supressão de vegetação; pressão em áreas de preservação permanentes; perda e degradação de habitat para aves, quelônios e mamíferos marinhos; alteração na comunidade de plânctons; pressão sobre áreas de valor ecológico para anfíbios e répteis; transmissão de doenças; interferência nas áreas de pesca; alteração do cotidiano da população (inclusive com remoções); redução da riqueza da biodiversidade; acidentes com materiais contaminantes; riscos de acidentes; influência na infraestrutura de serviços; pressão imobiliária; desmobilização da mão-de-obra após o término das obras; enfim, uma série de impactos, graves e em vários níveis, considerados “satisfatórios” pelo poder público.
Esse é o preço que a cidade está disposta a pagar? Não aprendemos nada com a recente fumaça tóxica no Porto de Santos/SP? Nem com o pó preto no Porto de Tubarão, na Ilha de Vitória, capital do Espírito Santo? É isso que querem nos ofertar como sendo algo bom para São Luís?
Além disso, embora o que se depreenda da leitura da Ata seja que a área diretamente afetada não é tão grande (estaria limitada à “poligonal do porto”), toda a zona rural seria impactada com a instalação do porto. A criação da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim, demanda de várias comunidades rurais da Ilha, fica ameaçada com mais esse ataque.
Fica claro ainda um dos motivos da pressa da atual gestão da Prefeitura para alterar o Macrozoneamento Ambiental da cidade e a Lei de Zoneamento, o que permitiria reclassificar a área para portuária e permitir a instalação da WPR/WTorre. Atualmente, o Cajueiro, embora classificado como área industrial, é reconhecido pela própria empresa em seus estudos como uma comunidade rural, composta por pescadores e pequenos agricultores, o que é fácil de se perceber bastando visitar a comunidade. 
Alterando o zoneamento para área portuária, a prefeitura estaria atendendo uma demanda da empresa, entre outros interesses que defendeu na farsa que tenta promover quando fala em alterar o Plano Diretor sem discutir sem discussão ampla e sem alterá-lo efetivamente. Se a intenção fosse beneficiar a população, uma das medidas a ser tomada seria justamente reconhecer a comunidade como de fato ela é, devolvendo seu status de zona rural.

7ª MENTIRA: O TERREIRO DO EGITO NÃO SERÁ IMPACTADO PELO PORTO
Quanto a essa mentira, é escandaloso não apenas que a empresa ache que está habilitada a dizer que um local sagrado para um conjunto de religiões não será afetado, mas também que as autoridades públicas aceitem sem mais questionamentos essa afirmação, a partir de uma reunião dentro de um gabinete. 
O Terreiro do Egito é de fundamental importância para as religiões de matriz africana no Maranhão. Contribuir para seu desaparecimento, para quem professa esta fé, equivale a destruir a Praça de São Pedro, no Vaticano; a rasgar uma Bíblia em praça pública; a jogar uma bomba em Meca, cidade Sagrada para o Islã, ou mesmo em Jerusalém.
A WPR não pode e não está autorizada a dizer que o Terreiro do Egito não será impactado justamente por não compreender sua importância. Ao Estado Laico, cabe assegurar que um local de culto, seja ele qual for, não seja afetado por outrem, e o Terreiro do Egito será diretamente impactado com a construção desse porto. 
Isso porque a visão que ele oferece do mar a partir de sua localização é essencial nos ritos sagrados para quem comunga de sua História, o que é atingido diretamente com a construção do Porto. Alterar esse elemento significa destruir o Terreiro do Egito e o que ele representa para quem professa a fé que nasceu a partir dali. Inaceitável, portanto, que uma empresa se ache no direito de medir esse impacto. Mais inaceitável ainda é o poder público não apenas concordar com isso, mas ajudar a promover a destruição dessa História.
Por todos os elementos levantados a partir dos Estudos apresentados pela própria empresa, resta a conclusão acerca do verdadeiro ataque que mais uma vez sofre o povo de Cajueiro com a reunião promovida pela WPR/WTorre em conluio, desta vez, com representantes da Prefeitura de São Luís. 
Fica como prova dessa farsa a edição desta sexta-feira, em que foi estampada, nas páginas do Jornal Pequeno, a Ata desse encontro, digno de nota apenas como testemunha de quem verdadeiramente representam aqueles que estão hoje assentados nos palácios de governo, e de que lado eles estão realmente. 
Agentes públicos que se negam a sair dos seus gabinetes para conhecer a realidade, que se negam a ouvir aqueles que dizem representar e pelos quais deveriam trabalhar. Agentes públicos que acham que a partir de seus gabinetes podem decidir alterações profundas que prejudicam a vida de toda uma cidade.
Fica essa Ata como o registro do tamanho dessa luta, e da urgência que é este momento, no qual é necessário que toda a São Luís também decida de que lado quer ficar: se de quem quer empurrar, na base da mentira, um projeto que lhe diminui ambientalmente, que corta parte de sua História, que lhe adoece, ou de quem, com as forças que tem, está a lutar contra os poderosos para defender não apenas seu território, mas, com ele, toda a cidade frente a impactos que podem atingir a todos.
#CajueiroResiste!
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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Cláudio Castro.

Link original desta matéria:http://racismoambiental.net.br/?p=199895

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

São Luís - Prefeitura ignorando recomendações da Procuradoria Estadual e da Procuradoria da República, realizará audiência publica nesta quarta-feira.


Prefeitura promove penúltima audiência pública do Plano Diretor nesta quarta-feira.

Uma nova audiência pública para debater a revisão do macrozoneamento do Plano Diretor, sancionado pelo executivo municipal em 2006, e a nova Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo será realizada nesta quarta-feira (4), às 18h no Parque do Bom Menino. É a décima quarta rodada de debates promovido pela Prefeitura de São Luís para discutir o Plano Diretor da cidade. A série de audiências foram iniciadas no mês de junho deste ano.

A Prefeitura quer ouvir a sociedade sobre as propostas do projeto da nova Lei de Zoneamento que vai revogar a antiga aprovada em 1996, além da revisão do Macrozoneamento do Plano Diretor que estabelecem novos índices urbanísticos. As propostas foram elaboradas a partir de consulta pública realizada no ano passado aprovadas pelo Conselho da Cidade e Instituto da Cidade (Incid).

Durante audiência pública realizada no Residencial Primavera, na região do Cohatrac, o presidente do Incid, Marcelo do Espírito Santo, explicou que pela nova proposta da Lei de Zoneamento, a redistribuição do crescimento da cidade será possibilitada pelos novos índices urbanísticos, estabelecendo normas como as dimensões mínimas dos lotes, recuos, gabaritos máximos, zona de expansão urbana, entre outras. 

Entre os itens da nova Lei de Zoneamento consta ainda a revisão da tabela de usos, considerando a Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae), do Ministério da Fazenda. "A proposta que estamos apresentando possibilita uma redistribuição mais diferenciada das zonas da cidade", afirmou Marcelo do Espírito Santo.

AUDIÊNCIAS
O Instituto da Cidade coordena as audiência públicas que já foram realizadas no auditório do Sebrae; Fiema, U.E.B. Miguel Lins, no bairro da Alemanha; Faculdade Pitágoras; Sesc Turismo Olho D´água, U.E.B. Agostinho Vasconcelos, no Alto do Pinho; U.E.B. Tancredo Neves, na Cidade Operária; U.E.B. Darcy Ribeiro, no Sacavém; auditório do CCSA da UEMA; auditório central da UFMA; U.E.B. Zuleide Andrade; Casa do Trabalhador e no Residencial 2000; Casa do trabalhador e U.E.B. Primavera, no conjunto Primavera.


OUTRO LADO -  A Prefeitura de São Luís ignorou recomendação feita pelos ministérios públicos Estadual e Federal, em reunião dia 29 de setembro na sede da Procuradoria da República no Maranhão, na qual foi indicado que a Administração Pública Municipal aguardasse elaboração de Nota Técnica sobre o assunto para retomar o processo de audiências, que vem sendo questionado por várias entidades e populares.



Confira a Carta de Denúncia sobre a retomada do processo em flagrante desrespeito ao MPF e ao MPU bem como a toda a população de São Luís.
 

PROPOSTA DA PREFEITURA DE SÃO LUÍS PARA ALTERAÇÃO NO PLANO DIRETOR

Os movimentos sociais que lutam pela construção de uma cidade mais humana vêm à público apresentar a denúncia que segue abaixo:

A Prefeitura de São Luís, por meio do Instituto das Cidades – INCID, vêm realizando audiências públicas para pretensamente discutir alterações no Plano Diretor da cidade. Críticas de várias naturezas foram feitas ao processo desencadeado pela prefeitura no que diz respeito à agenda, metodologia e objeto das audiências. O atual calendário de audiências proposto pelo INCID é resultado do acolhimento de parte destas críticas. Contudo, as audiências têm sido marcadas por falta de ampla publicidade, baixo índice de participação popular e uma metodologia de realização que prejudica o debate aprofundado de questões complexas.

Ciente dessa situação, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal realizaram reunião com representantes de movimentos sociais, professores, estudantes, pesquisadores, juntamente com representantes do Governo do Estado (Secretaria de Cidades) e da Prefeitura (INCID) para arbitrar os problemas levantados. A reunião foi resultado das denúncias apresentadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/MA) sore irregularidades no processo de condução das audiências e nas propostas para alteração do Plano Diretor.

Como resultado desta reunião, foi emanado um acordo de suspensão da agenda de realização das audiências até a emissão de Nota Técnica dos Ministérios Públicos Estadual e Federal sobre os problemas levantados, nota essa que seria produzida em cerca de 60 dias.

Fomos surpreendidos agora com a convocação por parte do INCID de audiência pública para o próximo dia 4 de novembro, no parque do Bom Menino, com convocação em redes sociais, para continuar a agenda de realização das mesmas, em clara atitude de quebra do acordo proposto pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Denunciamos, portanto, à toda a sociedade, a atitude autoritária da Prefeitura de São Luís em querer realizar as audiências públicas a qualquer custo, apenas para atender aos interesses dos empresários do setor imobiliário e do setor industrial em promover alterações no macrozoneamento da cidade que permitirão a construção de prédios de maior gabarito e alterações na demarcação da Zona Rural transformando-a em Zona Industrial com imensos prejuízos sociais e ambientais envolvidos.

Se a Prefeitura de São Luís não respeita a recomendação feita pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal, imaginem o que a Prefeitura não é capaz de fazer para atender aos interesses de empresários dos setores imobiliário e industrial.

Assim, vimos denunciar o descumprimento, por parte da Prefeitura de São Luís, da recomendação feita pelos fiscais da aplicação da lei, reivindicando ainda que estes dois órgãos, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, acompanhem essa situação, tomando as medidas exigidas por esse desrespeito, que é direcionado não apenas à sua atuação, mas que atinge, também, toda a população, impedida de debater em profundidade as alterações propostas pela prefeitura.

                                                               São Luís 03 de novembro de 2015

Assinam esta Carta:

 APRUMA SEÇÃO SINDICAL DO ANDES/SINDICATO NACIONAL

ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES LIVRE ANEL

CARABINA FILMES

CÁRITAS BRASILEIRA REGIONAL MARANHÃO

COLETIVO MANDACARU

COMITÊ GESTOR DA RESERVA EXTRATIVISTA DE TAUÁ-MIRIM

COMISSÃO PASTORAL DA TERRA CPT/MA

CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO CIMI/MA

CSP – CONLUTAS

FÓRUM CARAJÁS

FRENTE DE LUTAS PELA MOBILIDADE URBANA NA GRANDE ILHA

GRUPO DE ESTUDOS DESENVOLVIMENTO, MODERNIDADE E MEIO AMBIENTE – GEDMMA UFMA

GRUPO DE ESTUDOS DE POLÍTICA, LUTAS SOCIAIS E IDEOLOGIAS GEPOLIS UFMA

IRMÃS DE NOTRE DAME DE NAMUR COMUNIDADE SÃO LUÍS

JORNAL VIAS DE FATO

LABORATÓRIOS DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE ESPAÇO AGRÁRIO E CAMPESINATO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO LEPEC UFPE

MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA DOS PROFESSORES DO ENSINO BÁSICO DE SÃO LUÍS

MOVIMENTO DE SAÚDE DOS POVOS MSP

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA MST

MOVIMENTO MULHERES EM LUTA MML

MOVIMENTO UFMA DEMOCRÁTICA MUDe

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM QUESTÕES AGRÁRIAS NERA UFMA

NÚCLEO TRAMAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO PSTU

QUILOMBO RAÇA E CLASSE

QUILOMBO URBANO

RAIZ – MOVIMENTO CIDADANISTA – MARANHÃO

REDE JUSTIÇA NOS TRILHOS

SINASEFE SEÇÃO MARACANÃ

SINASEFE SEÇÃO MONTE CASTELO

SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE SÃO LUÍS

SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU NO MARANHÃO SINTRAJUFE

SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS SMDH

TEIA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS DO MARANHÃO




domingo, 1 de novembro de 2015

Rose Sales toma posse da Comissão Executiva do Partido Verde em São Luís.

roseA vereadora Rose Sales (PV), acompanhada do deputado estadual Adriano Sarney (PV), coordenador estadual do partido, assumiu oficialmente a Comissão Executiva Municipal do partido em São Luís, em ato realizado nesta sexta-feira na sede da sigla, no bairro Calhau, reunindo dezenas de pré-candidatos a vereador, lideranças comunitárias e de diversas categorias de trabalhadores.
“Rose Sales saiu na frente (com o PV) na corrida à Prefeitura, enquanto outros partidos ainda nem definiram um pré-candidato”, ressaltou Adriano Sarney. Segundo o deputado, é importante começar uma pré-campanha à frente dos eventuais adversários, pois a PV está com uma formação partidária bem estruturada e uma militância engajada.
Rose Sales, pré-candidata à Prefeitura de São Luís, em seu discurso, ressaltou o momento de respeito e valorização dos pré-candidatos e militantes do PV, reafirmando que a sua caminhada está focada em bases consistentes.
“Nós temos um propósito sério, imbuído de critérios rigorosos, focados nas garantias dos direitos do povo de São Luís e nós temos condições de fazer o resgate da dignidade da nossa população”, discursou.
Além da presidência e dos novos secretários da comissão executiva, foram empossados também os novos gestores coletivos, “uma inovação do PV na Ilha, que visa estreitar os laços com a comunidade por meio de pontos temáticos, divididos em políticas públicas e direitos humanos”, ressaltou o deputado.
Desta forma, foram empossados os gestores coletivos para as áreas de Educação, Turismo, Saúde, Segurança, Cultura, Esporte e Lazer, Infraestrutura, Mobilidade Urbana, Geração de Trabalho e Renda, Produção e Abastecimento, Igualdade Racial, Infância e Terceira Idade, Pessoa com Deficiência, Diversidades e Sustentabilidade.
Comissão Executiva do PV de São Luís
Rose Sales, presidente;
Iraneide Carvalho, primeira vice-presidente;
Leonardo de Castro, segundo vice-presidente;
Francisco Barros da Silva, secretário de Formação;
Alex Freitas Mota, secretário de Comunicação;
Rainara Buna da Silva, secretária de Finanças;
Hoedges Vieira, secretário de Juventude;
Lilian de Souza, secretária da Mulher;
Sidinei Lima, secretário de Políticas Públicas;
Edilene Conceição, secretária de Relações Comunitárias e Movimentos Sociais;
José Machado de Jesus, secretário de Sustentabilidade;
Link:http://gilbertoleda.com.br/arquivos/rose-sales-toma-posse-da-comissao-executiva-do-partido-em-sao-luis

Plano Diretor: Prefeitura de São Luís ignora recomendação do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual e segue com audiências irregulares.

MPF e MPE recomendaram a suspensão das audiências públicas - feitas sem a devida convocação que assegure participação popular - até que eles emitam Nota Técnica sobre a condução do processo. 
O prazo para a suspensão, enquanto o documento fosse preparado, seria de 60 dias, a partir de 29 de setembro. Pouco mais de um mês depois, a PREFEITURA DE SÃO LUÍS dará continuidade às audiências, acusadas de inúmeras irregularidades. Compareçamos então para questionar efetivamente qual a proposta para garantir nosso direito à cidade!
A recomendação foi feita durante reunião 29 de setembro na sede do Ministério Público Federal no Maranhão, para apurar as denúncias feitas pela Comissão Pastoral da Terra, de que a proposta de alteração "transforma maior parte das zonas rurais de São Luís em zonas industriais, e ainda ignora a proposta de criação da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim, uma unidade de conservação federal, que aguarda apenas o decreto político presidencial para formalizar sua criação", diz matéria do próprio MPF.
Para esclarecer esses aspectos, foi proposta a suspensão do processo pela Prefeitura, até a emissão da Nota Técnica sobre o caso. Antes que o documento do Ministério Público fosse concluído, e com reunião agendada pelos dois órgãos ministeriais para o próximo dia 6 para retomar a questão, a prefeitura apressou-se em retomar as audiências, que de públicas não têm nada!
Compareçamos todos, para questionar qual o projeto eles têm para nossa cidade, e o motivo de fazer tudo isso desse jeito apressado e sem discussão.